Slider

Notícias

Política

Educação

Desporto

Cultura

FESTIVAL GOSPEL GENTE BOA MATOLA-2018



PREPARE SEU GRUPO OU BANDA PARA INSCRIÇÕES:

MAIS INFO: CHAMADAS E WHATSAPP(+258847911601)
ESTE ANO SÓ VAI DAR GOSPEL

ESTAMOS A CAMINHO...BEIRA CAPITAL DO GOSPEL 2018

(28 DE SETEMBRO DE 2018)

˝LIZHA SÓ FESTAS˝ LANÇA FESTA DA CRIANÇA


Como forma de alegrar a camada  infantil pela  passagem do dia internacional da criança que se assinala a 1 de junho próximo,a LIZHA SÓ FESTAS realiza nos dias 2 e 3 de Junho a festa da crianca na cidade de Maputo,concretamente,no Shopping Afecc Mall (RECINTO DO GLÓRIA HOTEL) .

O evento de dois dias será abrilhantado pelos artistas de palmo e meio,jovens nacionais e internacionais nomeadamente,Neyma,Lorena Nhate,Neru Americano ( Angola),The Kids,Gudeza Music,Celso Notiço.Ainda farão parte da festa, ,Bander,DygoBoy,Laylizzy,HotBlaze,Hernâni,Twenty Fingers,Mauro Flow,Sweet Boys,Cp record's,4 Moz, Os Do momento entre outros.

Refira–se que o projecto acontece na sua sétima edição,e este ano, na compra de um bilhete, a criança terá acesso aos locais de diversão como game center e cinema para assistir diversos filmes infantis.

CCBM realiza workshop de cerâmica para crianças


O Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM) realizou, hoje, um workshop de cerâmica para crianças dos 3 aos 15 anos, com objectivo desenvolver nas crianças o espírito de trabalho individual e em equipa.
Jorge Dias, director do centro diz que o workshop compõe um vasto leque de actividades realizadas de 15 em 15 dias, aos fins-de-semana e dá atenção especial para as crianças.
“Este workshop está inserido no programa da CCBM, na criação de actividades que variam entre artes plásticas, cerâmica, teatro e biblioteca infantil”, disse, para depois acrescentar que é preciso diversificar as actividades no sentido de incluir também os mais novos que durante a semana não têm possibilidade de participar” referiu Jorge Dias.
Jorge apela aos pais e encarregados de educação a deixar as crianças ampliar seus horizontes, participando em exposições, workshops, a assistir filmes, peças de teatro, em qualquer centro cultural da cidade e província de Maputo, pois são todas formas de educação.
Segundo Márcia, professora de Língua Portuguesa para estrangeiros, desde o ano passado, o centro investe na realização de actividades voltadas a crianças. Dependendo das actividades, as salas podem acolher de 100 a 120 crianças.
Tchalata, professor de actividades infantis, há mais de 20 anos, avança que actividades infantis são boas, porque são uma forma de entretenimento e ajudam no desenvolvimento cognitivo, na criatividade e espírito de partilha.
“É de pequeno que se torce o pepino, então queremos desenvolver nas crianças o gosto pelas actividades. Queremos que as crianças sejam criativas, em todos os seus momentos das suas vidas, no lazer, na escola; que saibam como é importante arrumar seus quartos de forma divertida” afirmou Tchalata.
Para além da cerâmica, o centro organiza teatro, leituras, reciclagem, feiras de exposição, artes plásticas e salto à corda que decorrem em alguns jardins e parques da cidade e outras actividades sugeridas pelas crianças.

Autores debatem sobre a indústria do livro em Moçambique


O Deal - espaço criativo e a editora Cavalo do Mar realizam, quarta e quinta-feira, o seu primeiro “Colóquio de Literatura: resiliência 1”. O encontro literário começa às 14h do dia 28 e vai juntar cerca de 42 participantes nas mesas redondas, apresentações de livros, recital de poesia, leitura encenada, aula de literatura, além da feira do livro, no Deal - espaço criativo, em Maputo.
Esta iniciativa surge para celebrar o livro e a literatura num contexto em que, entende Mbate Pedro, o curador, editoras pequenas como a Cavalo do Mar têm enormes dificuldades em editar novos autores e, com isso, tornar as suas obras conhecidas. Aliado a este factor, o “Colóquio de Literatura: resiliência 1” é organizado numa altura em que é extremamente oneroso produzir livro no país, em parte, devido a uma cultura de leitura muito baixa. Assim, é pretensão do Deal - espaço criativo e da editora Cavalo do Mar fazer de Resiliência 1 um espaço de promoção dos novos autores e das suas obras, mesmo porque a crítica não lhes tem dado devida atenção. “Então decidimos juntar pequenas e grandes editoras para discutirmos a indústria do livro de modo a apurarmos como o tornar mais acessível às pessoas”, explicou o poeta e editor Mbate Pedro.
Uma das participantes colóquio é Paulina Chiziane, contadora de estórias que considera o gesto bonito. Por isso, a escritora espera que este debate torne-se tradição, porque, garante, a questão do livro é grave no país. “Enquanto os moçambicanos não tiverem suas máquinas e seus equipamentos, o seu pensamento não vai evoluir. Por exemplo, quando estava para lançar Na mão de Deus, as editoras portugueses recusaram-se a editar o livro, porque é assunto nosso. Também tive dificuldades com  Ngoma yethu, hoje, um bestseller”.
Paulina Chiziane entende que há certos assuntos que, mesmo tendo a ver com Moçambique, ao nível literário ou cultural, não interessam Portugal. E, quando é assim, os livros não saem sob a chancela das editoras daquele país europeu. “Por isso resolvi editar O canto dos escravos, um sucesso no Brasil, pela minha editora. As editoras portuguesas não quiseram saber do livro, mas no Brasil a coisa é outra”. E a escritora acrescentou: “Se formos à Minerva ou Editora Escolar, percebemos que o modelo de livraria é igual ao de todo mundo. Falta alguma coisa para que as livrarias, no país, sejam verdadeiramente nossas. Como acontece no Harare. Quando estamos nas livrarias da capital zimbabweana, sentimos os pensamentos da gente local. Na África do Sul é melhor ainda. A livraria deve interessar-se por nós. Portanto, para mim, falta africanidade e moçambicanidade nas instituições livreiras. E mais, os patrocinadores dos livros e os editores devem parar de esquecer que Moçambique tem muitas províncias. É preciso conquistar aldeias como Mecanhelas e um sol como Gurué. Esta é a primeira vez que vejo um editor preocupado com o livro em Moçambique”.
À semelhança de Chiziane, que espera por discussões profundas no Deal, Adelino Timóteo almeja que dos debates saiam a percepção de que as editoras devem apostar cada vez mais nos escritores, que o mercado faz-se. “Como diz um escritor, não há caminho, mas a que caminhar, e caminhando encontra-se o caminho”. Timóteo espera que Resiliência 1 seja um espaço de partilha, das suas e das experiências de outros oradores, de modo que, assim, possa ser possível ultrapassar a série de dificuldades relacionadas com a publicação do livro. “Que o colóquio redesenhe novas perspetivas e abra latitudes em relação a várias vertentes e olhares”, afirmou Adelino Timóteo.
Se, por um lado, o colóquio constitui um espaço de partilha de percepções, por outro, de acordo com a ensaísta Sara Jona, o evento é uma forma de demonstrar que há uma preocupação e interesse no trabalho dos jovens autores, cujas obras são pouco analisadas porque há outros trabalhos que ocupam os críticos. Jona considera que o problema não envolve apenas literatura, o país, em geral, não está a fazer grandes pesquisas, o que se acentua na pouca ressonância literária nos jornais.
Para o professor de literatura, Aurélio Cuna, iniciativas como a do colóquio de literatura são importantes porque divulgam as obras e estimulam os autores. “As leituras que iremos partilhar no evento são muito importantes porque é daí que surge a crítica literária”.
À primeira edição do “Colóquio de Literatura: resiliência 1” farão parte, entre vários, os seguintes autores: António Cabrita, Clemente Bata, Gilberto Matusse, Hélder Faife, Lucílio Manjate, Melita Matsinhe, Pedro Pereira Lopes, Rogério Manjate, Suleiman Cassamo e Ungulani Ba Ka Khosa.  

Paulina Chiziane
Escritora
“A questão do livro em Moçambique é muito séria. Produzimos produto cultural, mas quem é o editor ou livreiro? São moçambicanos? E se forem moçambicanos, até que ponto o editor e/ou o livreiro estão interessados no desenvolvimento das ideias moçambicanas? Temos que debater sobre a nossa indústria literária porque sem isso o nosso pensamento não irá a lado nenhum.

Celso Muianga
Editor
Este é um convívio que enleva a consciência de que devemos andar juntos em diversos aspectos da vida literária. Será uma ocasião para juntos encontrarmos uma janela de oportunidades para a vida literária futura. E iremos debater sobre a condição de novos autores, que precisam de continuar a trabalhar. Participar em colóquios como este faz parte desse trabalho.  

M. P. Bonde
Poeta
É uma grande ousadia, desta nova vaga de autores, produzir um evento desta dimensão. O colóquio é mais um lugar para todos discutirmos as melhores plataformas para o livro circular, como não temos um Plano Nacional de Leitura. As coisas não vão mudar hoje, mas estamos a trazer um movimento para pensar na nossa literatura com base nos novos autores, que estão a vincar uma qualidade apreciável.

Aurélio Cuna
Professor de Literatura
A literatura é uma instituição que envolve autores, obras e leitores. O sector da autoria está na vanguarda, com produção crescente, mesmo com problemas de publicação. O sector do leitor, esse parece-me dos maiores problemas. Não está a existir uma correspondência equilibrada entre as obras e as leituras (universitária ou critica), que ajudaria na visibilidade dos escritores emergentes. Por isso, esta é uma boa iniciativa.

Nkaringan’Arte leva teatro dos bairros a Laulane



Trata-se da segunda edição do Festival de Teatro dos Bairros, organizado pelo grupo Nkaringan’Arte, que se realizará no dia 31 do corrente mês, no bairro Laulane, em Maputo. Vários grupos teatrais das cidades de Maputo e Matola participarão do evento que terá lugar na Casa da Paz.
Além dos grupos teatrais, o evento contará também com a participação de alguns académicos e actores que falarão sobre o teatro amador e seu impacto.
Segundo Abdil Juma, presidente da agremiação, os grupos responderam positivamente ao chamamento para este festival. Juma avançou ainda que o evento contará com a participação dos grupos: Coração, Khurula, Os Vingadores, Team Nhama, Shokotan, CTO, ECA, Lareira e o da Escola Primária de Laulane.
O objectivo do festival é dar oportunidade aos grupos e associações culturais existentes nos bairros, que não têm tido oportunidade de apresentar as suas criações. “Com o apoio da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA) vamos poder emprestar aos actores amadores diversas ferramentas relacionadas com algumas técnicas desta arte de representar e, quiçá, incutir nos mesmos a ideia de se formarem naquela instituição”, disse Juma.
O festival acontece em paralelo com a campanha de recolha de donativos para apoiar as vítimas da tragedia do Hulene.
A iniciativa da associação cultural Nkaringan’Arte conta com o apoio do Ministério da Cultura e Turismo, através da FUNDAC.
O dia do teatro é comemorado mundialmente no dia 27 de Março.